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- Rosival

- O PAGADOR DE CONTAS
Autor: Rosival Muniz de Albuquerque
(rkmalbuquerque@uol.com.br)
Uma cantiga de roda, quando criança,
Eu e meus amigos cantávamos sem parar,
Nesses dias confusos, me vem à lembrança.
Diz o seguinte, convido todos para cantar:
Eu fui ao tororó beber água e não achei,
A água estava ruim, não era mineral,
Achei um amigo, que no tororó encontrei,
Ô, Ô Okamoto. Ô, Ô Okamoto.
Paga minhas contas, que serei leal.
Eu quis viajar de avião, mas dinheiro eu não tinha,
Queria na primeira classe, a outras me apertam,
Achei um grande amigo, no saguão do aeroporto,
Ô, Ô Okamoto. Ô, Ô Okamoto,
Paga minhas contas, que viajarei feliz.
Minha filha quis ser deputada, ir morar na capital
Mas não tinha dinheiro prá pagar a eleição,
Então achei um amigo, amigo do coração,
Ô, Ô Okamoto. Ô, Ô Okamoto,
Paga minhas contas, que irás pro Sebrae.
É bom, é bom demais, ter um amigo do peito,
Que pague todas as contas... Tão com inveja?
Não quero nem saber, d’onde vem o dinheiro,
Eu quero é ser feliz... me deixem em paz.
-
00:11 - 29/03/2006
- Rosival

- O CORVO
Autor: Rosival Muniz de Albuquerque
(rkmalbuquerque@uol.com.br
Da palhoça na roça ao palácio, no planalto
O corvo curvo voou voraz, veloz, covarde, turvo,
Sobre o operário, brasileiro, caseiro, solteiro
Para amordaçá-lo, assustá-lo, derrubá-lo;
Sem cerimônia, sem parcimônia, sem vergonha.
O rapaz, capaz, falou da farsa na casa do lago.
Na mansão do lago, a república de ribeirão
Tudo tratava, do leão, do ladrão, da corrupção,
Da cozinha à piscina tudo tinha, até propina,
Na sala, na mala, na cama, tudo era lama,
Prostitutas, astutas, teatrais, faziam a festa.
A gangue sugava o sangue no pescoço da nação.
Quando o lixo da casa do lago veio a público,
A excrescência era tal que o povo, de nojo, vomitou.
Era o fim do ninho, da rinha, da linha do Antonio.
O corvo curvo voraz, veloz, covarde, turvo, sujo,
O povo Abateu em pleno vôo rasteiro na fazenda.
Mas não é o fim da República dos Próceres Tortos.
-
19:13 - 27/03/2006
- Cristina Lacerda

- TERREMOTO
Quando um terremoto assolou Lisboa o rei consultou ao Marques de Pombal e ele respondeu: Fechar os portos, enterrar os mortos e cuidar dos vivos.
Em nossas vidas podemos usar a mesma estratégia : FECHANDO OS PORTOS - assegurando que o interesse geral seja prioritário. ENTERRANDO OS MORTOS - aprendendo com a situação que nos foi apresentada, contudo nunca nos detendo tempo demais ao que já se passou. CUIDANDO DOS VIVOS - seguindo adiante, mais experientes.
Bom dia!!!
Cris Lacerda
-
07:15 - 21/03/2006
- sereiamar

- Nem todos os anjos, tem asas longas,
os que as tem voam bem alto, outros de asas curtas tentam,
mas nao conseguem sair do chao,
`e preciso esperar que as asas crescam um pouco mais.
Os sonhos tambem tem asas, estes sim, voam sem limites.
Mas os sonhos que voam bem alto, sao os construidos com o nosso
pensamento do amor.
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Bom fim de semana.
Obrigada pela linda mensagem que me mandou,`e uma poesia lindissima.
Fique com Deus.
Cris.
-
16:26 - 18/03/2006
- sereiamar

- Amigo
Amigo sempre um anjo,
que esta sempre a nosso lado,
mesmo que na distancia.
Aquele que compartilha nossas tristezas,
aquele que se cala nas horas certas,
e dentro desse silencio nos diz tudo...
amigo, aquele que nos aceita pelo que somos, e nao pelo que temos.
Amigo verdadeiro, sempre sera um Anjo de paz.
Cris.
Tenha um bom domingo, fica com Deus.
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03:59 - 05/03/2006
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